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quarta-feira, 22 de setembro de 2021
segunda-feira, 13 de setembro de 2021
O Água-Arriba
O rio Lima sempre foi, desde tempos imemoriais, via de comunicação das comunidades ribeirinhas e outras que dele se serviam. Aos rios acudiam as mulheres para lavar as roupas; aos rios acudiam aqueles que se dedicavam à pesca, das muitas espécies nativas do Lethes. A lampreia é, talvez, a mais célebre na atualidade. Muitas desapareceram deste rio, como de muitos outros, devido à poluição das águas. Os barcos, de fundo raso, como o Água-Arriba, davam vida ao rio, navegando entre os bancos de areia, sobretudo para as feiras de Viana do Castelo e a feira de Ponte. A introdução do automóvel e o incremento das carreiras ditaram o fim deste tipo de transporte, porventura milenar. Atualmente, encontra-se atracado na margem Sul do Lima, junto ao areal e da velha Ponte Medieval, uma réplica desse histórico barco que, entre outras coisas, transportava sal, lenha, madeiras, utensílios adquiridos nas feiras, pessoas e até animais. As barquinhas, também de fundo raso, mas bem mais pequenas, faziam a travessia de pessoas entre margens. Essas embarcações são também parte do nosso património industrial - o trabalhar das madeiras, e toda a ciência e técnica que a construção desses barcos impunha - merecem espaço nos nossos lugares de memória.
(Autor: Rui Maia 13-09-2021)
A velha ponte, se falasse, muitas estórias teria para contar, sobretudo sobre os "barqueiros do Lima" que debaixo dela passaram infinitas vezes, com as suas famílias, não fosse o Água-Arriba a sua casa flutuante...nesse rio mágico!
domingo, 12 de setembro de 2021
Adega Cooperativa de Braga
(1958-2009)
A Adega Cooperativa de Braga, abandonada há longos e largos anos, teima em manter as suas paredes de pé, apesar dos rumores que saem na Imprensa, face ao novo empreendimento que por ali vai ser erguido. As suas instalações, obsoletas pelo correr apressado do tempo, pelo emergir de Novos Paradigmas, são um testemunho de outrora, esse outrora em que a vinha e os seus frutos tinham na velha Adega destino certo - dando corpo ao vinho da região. O desenho do edifício da Adega Cooperativa de Braga, saiu do pulso do arquiteto Mário Cândido de Morais Soares. O projeto foi aprovado em Assembleia Geral, aos 5 de março de 1957 e, em 1958, arrancaram os trabalhos. Trata-se, portanto, de uma obra levada a cabo no tempo do Estado Novo. O setor desenvolveu-se, acabando por suscitar em 1992 a requalificação do espaço, desta feita pelo pulso do arquiteto Vasco Morais Soares (filho de Mário Cândido de Morais Soares). A Adega foi objeto de uma ampliação e reestruturação, para colmatar as necessidades emergentes. Por forma a melhorar o seu funcionamento interno, edificou-se um novo volume, adossado à nave principal, tornando mais racionais os seus diversos setores. Foi acrescentada uma nova linha de engarrafamento, armazenamento e aprovisionamento. A Adega evidencia uma torre, com aproximadamente 15 metros, onde se eleva um depósito de água, destinado sobretudo à refrigeração e lavagem das cubas de fermentação. Na nave principal, nos dois andares, localizam-se as grandes cubas de fermentação, em betão armado. Após a grande crise económica de 2009, muitas das Adegas Cooperativas do distrito de Braga decidiram agremiar-se num só espaço, construído de raiz, e adaptado à nova realidade. As instalações desta Adega, tal como de outras, acabaram votadas ao abandono, à espera que melhores dias façam raiar a luz do progresso, sob as clarabóias das suas coberturas. Esta Adega é mais um exemplar do nosso vasto património industrial abandonado - desprezado, cuja memória deve ser preservada e, se possível, todas as suas infraestruturas - trata-se, no fundo, de um elemento que ao longo de décadas dinamizou esta região, beneficiando a economia e as suas comunidades.
domingo, 5 de setembro de 2021
Estação do Caminho de Ferro de Nine
(1875)
A Estação do Caminho de Ferro de Nine localiza-se em V. N. de Famalicão. Integra a Linha do Minho que, deste ponto, segue para Norte até Valença do Minho, e é deste mesmo ponto que inicia o Ramal de Braga. Trata-se de um dos maiores interfaces desta região, precisamente a par do de Lousado, de onde a Linha do Minho bifurca para Guimarães. Este troço da Linha do Minho abriu à exploração aos 21 de maio de 1875 - ano em que foi inaugurada a chegada do Comboio a Braga. Esta interface contempla cinco Linhas.
Estação do Caminho de Ferro de Midões
(1877)
A Estação de Midões faz parte da Linha do Minho, localiza-se a Sul de Barcelos. Esta foi aberta à exploração em janeiro de 1877. Há um facto curioso a respeito desta bela Estação que apenas funciona agora como apeadeiro, depois de desclassificada e, infelizmente, emparedada, em tudo que são portas e janelas - um atentado ao património ferroviário deste país, como noutros locais da Linha do Minho. Ora, Midões denominava-se "São Bento", mas, para que não fosse confundida com a Estação da Invicta, foi-lhe atribuído o nome que preserva.
Valença - Ponte Internacional sobre o rio Minho (Revista Branco & Negro , janeiro de 1898)

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