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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Património Industrial do Alto Minho:

Oportunidades perdidas

 

A região do Alto Minho não dedica o devido valor ao seu património industrial. Nos últimos anos têm surgido algumas iniciativas, pulverizadas aqui e ali, partindo sobretudo de Associações Culturais, como é o caso do Centro de Estudos Regionais de Viana do Castelo que, em 2023, juntamente com a Associação Portuguesa para o Património Industrial, promoveram o I Encontro Sobre o Património Industrial do Alto Minho - (ver programa aqui). 

Ainda em 2023, a freguesia de Alvarães, em Viana do Castelo, inaugurou a Rota da Cerâmica. Tratou-se de um evento sobremaneira importante que visa dinamizar uma história rica associada à indústria cerâmica, particularmente, ao fabrico de telhas, contemplando os fornos telheiros bem como as próprias fábricas desativadas, como é o caso da Jerónimo Pereira Campos. Alvarães contempla um dos mais ricos coutos mineiros em caulino (barro branco), daí a sua longa história associada ao fabrico de produtos cerâmicos de elevadíssima qualidade.

A criação da Rota da Cerâmica reveste-se de particular relevo, atendendo ao potencial que representa para a dinamização económica e social da região, onde o turismo industrial se assume como uma verdadeira âncora.

Não obstante, o Minho, e o Alto Minho em particular, gozam de uma história secular associada aos engenhos hidráulicos - sejam moinhos para produção de farinha, sejam engenhos ligados ao setor das madeiras (serrações), sejam engenhos ligados à produção de azeite, em muitos casos valorizados e divulgados por Associações Culturais locais, ou por privados empreendedores, como é o caso dos Moinhos de Bade, em Cerdal, Valença do Minho e, em muito menor escala, pelas próprias autarquias.

Portugal, ao contrário de alguns países da Europa, como a Inglaterra, a França ou a Alemanha, não conheceu uma efetiva Revolução Industrial stricto sensu, quando muito, conheceu uma revolução industriosa, que se manifestou de forma aleatória pelo território nacional.

Todavia, apesar de tudo, Portugal contempla um vastíssimo e riquíssimo património industrial, inclusive na região do Alto Minho, uma das regiões que, até há bem poucos anos, era uma das mais subdesenvolvidas do país. 

Não obstante, ainda que a região procure de forma progressiva e legitima a sua afirmação na economia nacional, não deixa de ser importante olhar para o futuro com os olhos postos no seu vasto património cultural.

Há, quanto a mim, entraves que condicionam sobremaneira os cidadãos que, pro bono, dedicam esforços diversos para valorizar esse património cultural.

As autarquias parecem padecer de insensibilidade, de incapacidade para valorizar o património industrial existente nos seus territórios. Essa realidade é subsidiada pela falta de equipas multidisciplinares, bem como pela falta de uma visão estratégica de médio e longo prazo. 

Hodiernamente, a criação de sinergias é fundamental para fomentar a coesão territorial, pelo que o património industrial se afigura como elemento potenciador desse desiderato. Ao longo dos últimos anos são inúmeras as ações que encetei no sentido de envolver algumas autarquias na resolução de problemas ou iniciativas conexas com o nosso património industrial. Todavia, quer-me parecer que alguns autarcas e executivos, ao contrário do que proclamam, agem com desprezo e sobranceria, adiando reuniões, falhando a compromissos, etc., isso não pode suceder, sob pena de desacreditarmos nas entidades políticas que, de per si, são conotadas com a demagogia e a arrogância.

No decorrer dos últimos anos, questiono-me se vale a pena dedicar parte da minha vida a esta causa, uma vez que parece ser uma batalha inglória e perversa.

É, também, curiosa a forma como alguns autarcas se manifestam face a reptos que se lançam, cujo fim maior é o benefício coletivo. Porém, quiçá pela natureza que porventura os carateriza, julguem na sua pequenez que auspiciamos alguma espécie de contrapartida que não a própria satisfação pessoal. 

Talvez sejamos pequenos devido aos horizontes curtos que projetamos, urge ver mais adiante, urge erguer Portugal e, um país sem uma dinâmica cultural forte, não pode esperar muito do porvir.

A condição sine qua non, é a mudança radical de paradigma, o diálogo franco e aberto, em nome do coletivo.

Não podemos continuar na mentira, como a mentira de 2017, que vaticinava a criação do Centro Interpretativo dedicado a Gustave Eiffel, em Viana do Castelo, ou as comunicações eletrónicas enviadas a várias autarquias da região, que se remetem ao silêncio.

Assim, não, são oportunidades que se perdem, e que naturalmente beneficiariam as comunidades - o coletivo - urge deixar de alimentar a indiferença, a altivez e a mentira, sob pena de vermos a crescer os velhos fantasmas do passado, que teimam em surgir em pleno século XXI, cuja responsabilidade recai, grosso modo, sob aqueles que nos “governam”.

 

 

quarta-feira, 19 de abril de 2023

sexta-feira, 14 de abril de 2023

 I Encontro sobre o Património Industrial do Alto Minho


cer encontro patrimonio industrial









(Autor: Rui Maia 14.04.2023)


   Aconteceu na ESE-IPVC! Finalmente pudemos realizar um Encontro que estava idealizado antes da pandemia de Covid 19. O momento, mais que importante para a região do Alto Minho, visou, acima de tudo, suscitar sensibilidades para as diversas riquezas que os territórios contemplam, tantas vezes esquecidas, obsoletas e decadentes, encerrando um potencial quase infinito de possibilidades para transformar muitos territórios de baixa densidade populacional, incrementando o seu desenvolvimento social e económico através do Turismo Industrial - um dos segmentos do Turismo Cultural.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023



CER - Centro de Estudos Regionais de Viana do Castelo 
TICCIH - Portugal 
APPI - Associação Portuguesa para o Património Industrial

14/15 abril 2023

IPVC - ESE - Escola Superior de Educação

Viana do Castelo

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domingo, 27 de junho de 2021

 O debate intitulado "Que futuro para a Ponte Eiffel do rio Âncora" ocorreu ontem, pelas 14:30 na SIRA - Sociedade de Instrução e Recreio Ancorense


   O debate foi interessante do ponto de vista da troca de ideias, relativamente à forma como podemos pressionar a autarquia da Póvoa de Lanhoso a abrir mão da velha Ponte de Eiffel, e que a mesma retorne ao seu local primitivo, na travessia do rio Âncora. A presença do ilustre professor José Manuel Lopes Cordeiro acabou por trazer uma lufada de ar fresco, dando alento a uma luta que se tem manifestado difícil, mas não impossível. Acrescente-se o facto de que, quer de um modo, quer do outro, a velha Ponte de Eiffel que está abandonada há uns vinte e oito anos, não poderá desaparecer - indo para a sucata - como tantas outras em tempos idos. A Obra de Arte de Gustave Eiffel, uma entre dezenas em Portugal, terá que ser cuidada e preservada, uma vez que a autarquia de Âncora, na pessoa do seu Ex.mo Presidente, António Brás, tudo fez para reaver a infraestrutura para que pudesse ser valorizada como Património Cultural das suas comunidades. Caso o autarca da Póvoa de Lanhoso não permita que ela regresse ao seu local primitivo, pelo menos será tratada de outra forma, uma vez que, a autarquia de Lanhoso não a libertando, carrega  agora o peso de se ver obrigada a emendar anos e anos de absoluta negligência. Aqui ficam algumas fotografias que eternizam o evento.




(Autor: Rui Maia 26-06-2021)


sábado, 12 de junho de 2021

 No próximo dia 26 de junho, pelas 14 e 30, vamos retomar o Debate que, entretanto, devido à pandemia, foi protelado. O mesmo, irá decorrer nas instalações da SIRA - Sociedade de Instrução e Recreio Ancorense, na rua de S. Sebastião. O mote, é a velha Ponte Eiffel, que realizava a travessia do rio Âncora, permitindo a passagem dos primeiros Comboios (1878).



quarta-feira, 23 de dezembro de 2020


CALL FOR PRESENTERS

for the Society for Industrial Archeology's Series "IA Online"
Dear TICCIH Colleague,

The Society for Industrial Archeology (North America) is currently seeking presenters for 2021 for its popular series of Zoom talks on IA topics, "IA Online."

The goal of the series is to promote conversation and connection around topics related to industrial archeology and industrial heritage. In 2021, we hope to add some global perspectives to the conversation.

For presenters, the series is an opportunity to talk about subjects of personal interest, as well as facets of their work in IA and industrial heritage that might not make it into a formal paper or conference session. Methodological topics are also highly encouraged.

Each session is held via Zoom, is about an hour long, and follows this basic format:

  • Brief introduction by series host Daniel Schneider
  • 2 presenters each talking for 10 to 15 minutes, with slides
  • 5 minutes or so of questions via Zoom after each presentation
  • Additional questions for all presenters, time permitting

Video recordings of presentations from past IA Online sessions can be found on the SIA YouTube channel (www.youtube.com/c/socindustarch).

Sessions are generally scheduled for mid-afternoon Eastern Time (US & Canada). But we try our best to be flexible enough to accommodate presenters from all parts of the world.

If you are interested in presenting as part of the series, or have questions about being a presenter, please contact Daniel Schneider at SIA Headquarters (sia@siahq.org).

Warm regards,

Daniel Schneider

TICCIH Headquarters Manager
SIA Headquarter Manager
IA Online Organizer
__________________________

Daniel Schneider
Society for Industrial Archeology
+1 906-487-1889

 


Society for Industrial Archeology






domingo, 13 de dezembro de 2020

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Valorização do Património:

Debate : “Que futuro para a Ponte Eiffel do rio Âncora”

A sessão terá lugar no dia 31 de Outubro pelas 14:30 nas instalações da S.I.R.A.



O Debate foi suspenso, devido às restrições de circulação, motivadas pela pandemia - prevê-se que o mesmo venha a ser realizado em fevereiro de 2021.


Fábrica Pachancho: Memórias do património industrial de Braga   Neste breve artigo, evoca-se  António Gomes do Vale Peixoto (1890-1958), mai...