Viaduto Ferroviário - "Extinto Ramal Ferroviário Valença do Minho - Monção"
Na freguesia de Troporiz, concelho de Monção, a escassos metros da Ponte Metálica, junto à foz do rio Gadanha, que ali próximo se mistura com as águas do rio Minho, localiza-se um pequeno Viaduto Ferroviário, contemplando uma placa, na qual refere: "CP - DIF - Serviço de Pontes - Oficinas de Ovar - 1980". Quer-me parecer, pela cronologia inscrita, que este tenha sido substituído ou intervencionado na referida data, uma vez que os Comboios iniciaram as suas viagens por estas bandas em 1915, e foram-se embora em 1989. Este pequeno resto da extinta ferrovia, remete-nos para um passado glorioso desta região, onde não só o Alvarinho se faz Rei, mas, também, o seu vasto e riquíssimo Património Industrial, que por entre o verde da natureza, o azul do céu, e a mais fecunda imaginação, colaboram na construção das mais auspiciadas sensações que o Homem pode sentir. A região, por momentos, conheceu os mais significativos melhoramentos que a ferrovia proporciona, seja ao nível económico - social e territorial - consolidando aos vários níveis a coesão das suas comunidades. Aqui, neste local que o paraíso verteu para a Terra, vislumbra-se um dos mais belos cenários, que a arquiteta natureza esculpiu, erguendo o seu jardim celeste. Não admira, portanto, que este Viaduto integre uma das mais belas ecopistas da Europa. Urge votar todas as atenções na boa manutenção destes pedaços de memória, que nos ajudam a edificar a identidade coletiva, tão peculiar por estes lados.
Ai, Minho, quão azul luzente, verde de esperanças,
tuas águas carregam, torcendo arbustos, em tranças.
No dia que me morra, por esta paisagem eu corra,
nas asas de S. Miguel, beijando abelhas, seu mel.
Sons, rasgam o cenário, rio que corre, imaginário,
fonte da mais singela alegria, de meu ser, ideário.
Ai Minho, como te amo, das entranhas de meu ser,
como queria ser tua água, tua força, teu amanhecer.
(Rui Maia - 18-03-2021)
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