Ponte do Almonda
(Linha de Leste)
Barragem e Central Hidroelétrica de Touvedo
(Ponte da Barca - Viana do Castelo)
(1993-2023)
A Central Hidroelétrica está equipada com um Grupo produtor do tipo Kaplan.
Potência instalada: 22 MW
Produtividade média anual: 78GWh.
O projeto é de 1987, tendo sido executado pela empresa Soares da Costa, SARL., para a EDP, entrando em funcionamento em 1993. Outra das suas missões passa pela regulação das descargas provenientes do Alto Lindoso - este ano completa três décadas em funcionamento.
Central Hidroelétrica do Lindoso
(1922-2012)
O dia em que visitamos o local afigurou-se instável, sol e chuva, à mistura com trovoada, contudo, seguimos a nacional n.º 203 desde a vila de Ponte da Barca até alcançar a freguesia de Britelo e o Lugar de Paradamonte. O percurso é suave, dotado de bom piso, pouco sinuoso, uma vez que circulamos em zona de montanha. Chegados ao destino, depois de nos maravilharmos com as paisagens que se vislumbram, eis que entramos em Paradamonte. Todavia, a uns metros antes de encontrarmos o Café Pires, detetamos à esquerda uma indicação (placa) que nos conduz ao Soajo e à antiga Central Hidroelétrica do Lindoso.
Descemos um pequeno percurso em asfalto, logo de seguida entramos numa rua em calceta e, lá estava ela, embrenhada entre o verde das árvores, espelhada nas águas do rio Lima, a velha e imponente Central Hidroelétrica do Lindoso. O primeiro grande aproveitamento hidroelétrico do País. Inaugurado em 1922, rapidamente nos fez recuar no tempo, lembrando que a tecnologia da época se distanciava sobremaneira da de hoje. Quantos sacrifícios não terá gerado a sua construção nessa geografia difícil?
A antiga Central Hidroelétrica do Lindoso foi executada pela firma espanhola - Electra del Lima - que foi constituída precisamente para explorar o tramo do rio Lima em Lindoso (Ponte da Barca) conhecido por “Quedas de Lindoso”, por Alvará outorgado pelo Rei D. Carlos I datado de 14 de fevereiro de 1907.
Inicialmente a construção do aproveitamento deparou-se com muitas dificuldades técnicas e económicas, às quais anos mais tarde se agremiaram outras, como as provocadas pelo eclodir da I Grande Guerra Mundial, dificuldades essas apenas suplantadas depois do ano de 1916, quando o insigne engenheiro D. Juán de Urrutia y Zulueta assumiu os destinos da empresa.
A água a montante chegava aos grupos produtores (às turbinas) através de um intrincado sistema de canais e condutas, provocando enorme carga a jusante, fazendo-as girar e, consequentemente, aos seus enormes dínamos, que geravam a energia elétrica que era encaminhada para a rede instalada na Central, passando por postos de transformação (PT´s) e que depois era distribuída na Rede Elétrica Nacional.
Em 1947 foi criada a CNE - Companhia Nacional de Eletricidade, que mais tarde, em 1969, deu origem à CPE - Companhia Portuguesa de Eletricidade.
A Central Hidroelétrica do Lindoso é um edifício belo, bem integrado, numa paisagem per si soberba e exuberante.
A escassos metros a jusante da Central encontra-se uma pequena ponte de alvenaria aparelhada, muitíssimo elegante, datada de 1951, de onde se vislumbra uma panorâmica completa de todo o complexo produtor.
No I Centenário do Elevador de Santa Luzia
(Viana do Castelo)
1923-2023
Após cerca de um ano de paragem, o Elevador de Santa Luzia volta finalmente a cumprir a sua missão, a de fazer subir e descer os visitantes e turistas, desde a Estação do Caminho de Ferro da cidade até um dos seus locais mais pitorescos - o Santuário de Santa Luzia - onde se vislumbra uma das mais extravagantes panorâmicas do mundo.
O Elevador, obra da engenharia do primeiro quartel do século XX, foi desenhado pela mão de Bernardo Pinto Abrunhosa - um insigne magnata da cidade do Porto - que nutria um enorme amor por Viana do Castelo, onde investiu parte da sua fortuna.
Na verdade, urgia vencer um desnível de 160m, num percurso que perfaz 650m, o mais longo de entre todos os Funiculares do País.
O Elevador é movido a energia elétrica - a mesma que lhe permite realizar a subida ao majestoso Santuário de Santa Luzia, demorando uns módicos 6 a 7 minutos, que bem servem para inspirar ar puro - apreciar a cidade e o rio - além de a própria atmosfera e o percurso nos convidarem a refletir - refletir no poder divino, aquele que fez o Homem mover ou transformar montanhas.
No dia 2 de junho de 1923 o Elevador foi inaugurado com pompa e circunstância, pelo que hoje cumpre o seu I Centenário, também ele repleto de eventos memoráveis.
Todavia, convém recordar que, antes da implantação deste grande melhoramento para a cidade, um ilustre cidadão de Areosa auspiciava executar um Elevador mecânico para o local. Porém, apesar da sua forte ligação ao Monte de Santa Luzia e de tudo que deu por ele, nunca concretizou tal sonho. O sonho fez-se realidade, praticamente vinte anos após a sua morte, pela mão do magnânimo Eng.º Bernardo Pinto Abrunhosa, para que muitos passassem a gozar do progresso ali chegado.
Valença - Ponte Internacional sobre o rio Minho (Revista Branco & Negro , janeiro de 1898)