Ponte Ferroviária do rio Gadanha
(Troporiz - Monção)
(Autor: Rui Maia 06-04-2021)
Ali, amparada pela mãe, natureza verde e esplendorosa, a Ponte se funde com ela, em metamorfose primorosa. As gentes continuam a fazer dela travessia, ainda que sem a magia, das locomotivas nervosas (1915-1990), que em tempos levavam e traziam, essas gentes calorosas. As do Alto Minho, berço da Nacionalidade, nosso cantinho...
A água brota por entre arbustos, furiosa como a gravidade que a incita, acima do celeste verde, a Ponte do Gadanha, como que suspensa, gravita!
Ali, naquele termo de um rio, alimento de muito engenho, se mistura com o "Pai Minho", em fronteira que foi inferno. É pequena, forte e teimosa, a Ponte, que leva gentes, por essa terra briosa.
O Minho, encorpado, pelo leito do Gadanha, que lhe acrescenta, nele se entranha. Ininterruptamente, cresce mais esse bocado, se dirige a ele, num ziguezaguear danado.
Juntos, de mãos dadas, desaguam em Caminha, nesse mar de espadas. Oceano de atrevidos, ousaram as Américas, as Índias, e outros lugares perdidos.
Os Deuses sussurraram, nos ouvidos dos mortais, imprimindo-lhes esperança, desejando sempre mais.
(Rui Maia 07-04-2021)