Seguidores

domingo, 28 de fevereiro de 2021

 Engenho de Água

Trata-se de um engenho de água, localizado defronte ao velho e devoluto Lagar de Azeite, na freguesia da Correlhã, em Ponte de Lima. Creio que deve ser uma "nora". Possivelmente movida pela força animal. O mesmo, encontra-se envolto por uma bela estrutura em ferro, em forma de cúpula, por onde crescem trepadeiras, conferindo a devida sombra em tempos de sol abrasador, ou mesmo amainando a chuva. 



(Autor: Rui Maia 28-02-2021)



Lagar de Azeite da freguesia da Correlhã, no concelho de Ponte de Lima. Velho Lagar de Azeite, que aproveitava as águas do rio Trovela, que na sua parte lateral galga as margens, quando se enerva, provindo daí a sua força motriz. Infelizmente, encontra-se devoluto há algumas décadas, com a cobertura do telhado prestes a ruir, e no exterior, é tomado pelas ervas e silvas. Bem podia ser reabilitado, dado o local bucólico e pitoresco onde se integra - pertence à Quinta de Barreiros. Aqui vos deixo algumas imagens, para que fique no lugar de memória das nossas gentes, esse símbolo maior do nosso património industrial. 





(Autor: Rui Maia 28-02-2021)


A pedra redonda que se vislumbra na fotografia abaixo, bem como o fuso, creio terem pertencido a uma prensa, que seria utilizada para espremer o refugo das azeitonas. 


(Autor: Rui Maia 06-03-2021)

Os lavradores que tinham oliveiras, depois de as "riparem", transportavam as azeitonas para este Lagar de Azeite, onde pagavam a denominada "maquia"; quer isto dizer, correspondia a uma parte do azeite que o proprietário do equipamento ficava para si, pela prestação do serviço. Consta, pelo que pude apurar, que aqui se dirigiam carros de bois carregados com azeitonas provenientes de muitas freguesias limítrofes. 




sábado, 27 de fevereiro de 2021

Antiga fábrica de Serração de Madeiras, na freguesia da Feitosa, em Ponte de Lima.

Trata-se de um antigo local de corte de madeiras, entretanto abandonado, apresentando apenas o que resta das suas velhas infraestruturas, que se espalham um pouco pelo terreno, em pequenos focos construtivos. As velhas paredes em granito, persistem no tempo, por teimosia, ainda de pé. Pelo que se conseguiu apurar, a velha Fábrica de Serração teve uma chaminé bastante alta, em "tijolo burro", bem como uma fornalha - consta que era pertença da Quinta de Barreiros - produzia muita madeira para o setor da construção civil - terá porventura outros proprietários. Merece o seu lugar na memória coletiva dessas comunidades, a quem por muitos anos proporcionou trabalho e, por consequência, a fonte dos seus rendimentos - dinamizando a região.



(Autor: Rui Maia 27-02-2021)


 Valença - Ponte Internacional sobre o rio Minho (Revista Branco & Negro , janeiro de 1898)