Seguidores

domingo, 27 de dezembro de 2020

 Society for Industrial Archeology


Trata-se de uma instituição muito importante para o estudo, preservação e divulgação do Património Industrial. Visite o sítio na Internet.

👇

SIA

The SIA is made up of members, world-wide, who have a strong interest in preserving, interpreting and documenting our industrial past and heritage. Whatever your profession or favorite pursuit, if you share our interest in the industrial past, we welcome you to join us.

With headquarters at the Department of Social Sciences at Michigan Technological University in Houghton, Michigan, the SIA is the North American forum for those who share an interest in industrial archeology. Through the organization’s four principal activities-an annual spring conference, an annual fall tour, semiannual journal, and quarterly newsletter-SIA members share their knowledge and raise awareness of the value of preserving the physical evidence of industry and technology.

The society’s annual conferences and fall tours are held in various cities and areas of the United States and Canada having a significant legacy of industrial activity. Both activities feature field trips to industrial and engineering sites of interest, including “process tours” of still-active plants not normally open to the public.

In addition to our regular programs and activities, the SIA makes annual awards for distinguished contributions to the field, sponsors occasional international study tours as well as awarding historic preservation grants. Local SIA chapters also offer programs and publications of regional interest.

 Beyer, Peacock & Co. Ltd

The Monster - Manchester - 1925




quarta-feira, 23 de dezembro de 2020


CALL FOR PRESENTERS

for the Society for Industrial Archeology's Series "IA Online"
Dear TICCIH Colleague,

The Society for Industrial Archeology (North America) is currently seeking presenters for 2021 for its popular series of Zoom talks on IA topics, "IA Online."

The goal of the series is to promote conversation and connection around topics related to industrial archeology and industrial heritage. In 2021, we hope to add some global perspectives to the conversation.

For presenters, the series is an opportunity to talk about subjects of personal interest, as well as facets of their work in IA and industrial heritage that might not make it into a formal paper or conference session. Methodological topics are also highly encouraged.

Each session is held via Zoom, is about an hour long, and follows this basic format:

  • Brief introduction by series host Daniel Schneider
  • 2 presenters each talking for 10 to 15 minutes, with slides
  • 5 minutes or so of questions via Zoom after each presentation
  • Additional questions for all presenters, time permitting

Video recordings of presentations from past IA Online sessions can be found on the SIA YouTube channel (www.youtube.com/c/socindustarch).

Sessions are generally scheduled for mid-afternoon Eastern Time (US & Canada). But we try our best to be flexible enough to accommodate presenters from all parts of the world.

If you are interested in presenting as part of the series, or have questions about being a presenter, please contact Daniel Schneider at SIA Headquarters (sia@siahq.org).

Warm regards,

Daniel Schneider

TICCIH Headquarters Manager
SIA Headquarter Manager
IA Online Organizer
__________________________

Daniel Schneider
Society for Industrial Archeology
+1 906-487-1889

 


Society for Industrial Archeology






domingo, 13 de dezembro de 2020

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

 Ponte Fives-Lille do rio Coura

(Caminha)


A Ponte do rio Coura, em Caminha, foi uma das primeiras obras realizadas pela Casa francesa Fives-Lille. Trata-se de uma infraestrutura metálica, de via única, datada de 1879, classificada à data como sendo uma obra tecnicamente exigente e dispendiosa. A Ponte tem uma extensão total de 164,210 metros, e um tramo central de 60 metros, com dois dos pilares fundeados a 10 e 17 metros. Em 1999, por forma a adequar a Ponte a maiores cargas, foi desenvolvido um projeto de reforço total que, atendendo à relevância desta Obra de Arte, de imensurável valor estético e significado histórico, assegurou a preservação das suas características e identidade, reabilitando-a através da criação de uma nova estrutura, sem esconder a primitiva, que partindo da aplicação de cores contrastantes permite com ligeireza identificar as duas. Assim, foi possível manter o seu funcionamento ao serviço de Portugal. A mesma é parte integrante da Linha do Minho.

Fives Cail, la métamorphose d'une friche




(France3Hauts-de-France)




Fives Cail



(Soreli_lille)

 

 130 Aniversário da Torre Eiffel de Paris

(13 de março 1889 - 2019)


(Francetvinfo.fr)


A "Dama de Ferro

Torre Eiffel de Paris



(Toureiffel.paris)


Valorização do Património:

Debate : “Que futuro para a Ponte Eiffel do rio Âncora”

A sessão terá lugar no dia 31 de Outubro pelas 14:30 nas instalações da S.I.R.A.



O Debate foi suspenso, devido às restrições de circulação, motivadas pela pandemia - prevê-se que o mesmo venha a ser realizado em fevereiro de 2021.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

 MNF - Museu Nacional Ferroviário


A inauguração

.



Google Maps - Localização do MNF 👈


Visite!




CARTA DE NIZHNY TAGIL SOBRE O PATRIMÓNIO INDUSTRIAL

The International Committee for the Conservation of the


Industrial Heritage (TICCIH)


Julho 2003


O TICCIH – The International Committee for the Conservation of the

Industrial Heritage (Comissão Internacional para a Conservação do

Património Industrial) é a organização mundial consagrada ao

património industrial, sendo também o consultor especial do ICOMOS

para esta categoria de património. O texto desta Carta sobre o

Património Industrial foi aprovado pelos delegados reunidos na

Assembleia Geral do TICCIH, de carácter trienal, que se realizou em

Nizhny Tagil em 17 de Julho de 2003, o qual foi posteriormente

apresentado ao ICOMOS para ratificação e eventual aprovação

definitiva pela UNESCO


Preâmbulo


Os períodos mais antigos da história da Humanidade são definem-se

através dos vestígios arqueológicos que testemunharam mudanças

fundamentais nos processos de fabrico de objectos da vida quotidiana,

e a importância da conservação e do estudo dos testemunhos dessas

mudanças é universalmente aceite.

Desenvolvidas a partir da Idade Média na Europa, as inovações na

utilização da energia assim como no comércio conduziram, nos finais


do século XVIII, a mudanças tão profundas como as que ocorreram

entre o Neolítico e a Idade do Bronze. Estas mudanças geraram

evoluções sociais, técnicas e económicas das condições de produção,

suficientemente rápidas e profundas para que se fale da ocorrência de

uma Revolução. A Revolução Industrial constituiu o início de um

fenómeno histórico que marcou profundamente uma grande parte da

Humanidade, assim como todas as outras formas de vida existente no

nosso planeta, o qual se prolonga até aos nossos dias.

Os vestígios materiais destas profundas mudanças apresentam um

valor humano universal e a importância do seu estudo e da sua

conservação deve ser reconhecida.

Os delegados reunidos na Rússia por ocasião da Conferência 2003 do

TICCIH desejam, por conseguinte, afirmar que os edifícios e as

estruturas construídas para as actividades industriais, os processos e

os utensílios utilizados, as localidades e as paisagens nas quais se

localizavam, assim como todas as outras manifestações, tangíveis e

intangíveis, são de uma importância fundamental. Todos eles devem

ser estudados, a sua história deve ser ensinada, a sua finalidade e o

seu significado devem ser explorados e clarificados a fim de serem

dados a conhecer ao grande público. Para além disso, os exemplos

mais significativos e característicos devem ser inventariados,

protegidos e conservados, de acordo com o espírito da carta de

Veneza, para uso e benefício do presente e do futuro1

.


1. Definição de património industrial


1 A Carta do Património Industrial deverá incluir as importantes Cartas anteriores,

como a Carta de Veneza (1964) e a Carta de Burra (1994), assim como a

Recomendação R(90) 20 do Conselho da Europa.


O património industrial compreende os vestígios da cultura industrial

que possuem valor histórico, tecnológico, social, arquitectónico ou

científico. Estes vestígios englobam edifícios e maquinaria, oficinas,

fábricas, minas e locais de processamento e de refinação, entrepostos

e armazéns, centros de produção, transmissão e utilização de energia,

meios de transporte e todas as suas estruturas e infra-estruturas,

assim como os locais onde se desenvolveram actividades sociais

relacionadas com a indústria, tais como habitações, locais de culto ou

de educação.

A arqueologia industrial é um método interdisciplinar que estuda todos

os vestígios, materiais e imateriais, os documentos, os artefactos, a

estratigrafia e as estruturas, as implantações humanas e as paisagens

naturais e urbanas2


, criadas para ou por processos industriais. A

arqueologia industrial utiliza os métodos de investigação mais

adequados para aumentar a compreensão do passado e do presente

industrial.

O período histórico de maior relevo para este estudo estende-se desde

os inícios da Revolução Industrial, a partir da segunda metade do

século XVIII, até aos nossos dias, sem negligenciar as suas raízes pré

e proto-industriais. Para além disso, apoia-se no estudo das técnicas

de produção, englobadas pela história da tecnologia.


2. Valores do património industrial


2 Para facilitar a compreensão, a palavra “sítios” será utilizada para referir as

paisagens, instalações, edifícios, estruturas e maquinaria, excepto quando estes

termos forem utilizados num sentido mais específico.


i. O património industrial representa o testemunho de

actividades que tiveram e que ainda têm profundas

consequências históricas. As razões que justificam a

protecção do património industrial decorrem

essencialmente do valor universal daquela

característica, e não da singularidade de quaisquer

sítios excepcionais.


ii. O património industrial reveste um valor social como

parte do registo de vida dos homens e mulheres

comuns e, como tal, confere-lhes um importante

sentimento identitário. Na história da indústria, da

engenharia, da construção, o património industrial

apresenta um valor científico e tecnológico, para além

de poder também apresentar um valor estético, pela

qualidade da sua arquitectura, do seu design ou da sua

concepção.


iii. Estes valores são intrínsecos aos próprios sítios

industriais, às suas estruturas, aos seus elementos

constitutivos, à sua maquinaria, à sua paisagem

industrial, à sua documentação e também aos registos

intangíveis contidos na memória dos homens e das suas

tradições.


iv. A raridade, em termos de sobrevivência de processos

específicos de produção, de tipologias de sítios ou de

paisagens, acrescenta-lhes um valor particular e devem


ser cuidadosamente avaliada. Os exemplos mais

antigos, ou pioneiros, apresentam um valor especial.


3. A importância da identificação, do inventário e da

investigação


i. Todas as colectividades territoriais devem identificar,

inventariar e proteger os vestígios industriais que

pretendem preservar para as gerações futuras.


ii. Os levantamentos de campo e a elaboração de

tipologias industriais devem permitir conhecer a

amplitude do património industrial. Utilizando estas

informações, devem ser realizados inventários de todos

os sítios identificados, os quais devem ser concebidos

de forma a proporcionarem uma pesquisa fácil e um

acesso livre por parte do público. A informatização e o

acesso on-line na Internet constituem objectivos

importantes.


iii. O inventário constitui uma componente fundamental do

estudo do património industrial. O inventário completo

das características físicas e das condições de um sítio

deve ser realizado e conservado num arquivo público,

antes de se realizar qualquer intervenção. Muitas

informações podem ser obtidas se o inventário for

efectuado antes do abandono da utilização de um

determinado processo industrial ou do fim da actividade


produtiva de um sítio. Os inventários devem incluir

descrições, desenhos, fotografias, e um registo em

vídeo do referido sítio industrial ainda em

funcionamento, com as referências das fontes

documentais existentes. As memorias das pessoas que

aí trabalharam constituem uma fonte única e

insubstituível e devem ser também registadas e

conservadas, sempre que possível.


iv. A investigação arqueológica dos sítios industriais

históricos constitui uma técnica fundamental para o seu

estudo. Ela deve ser realizada com o mesmo nível de

elevado rigor com que se aplica no estudo de outros

períodos históricos.


v. São necessários programas de investigação histórica

para fundamentar as politicas de protecção do

património industrial. Devido à interdependência de

numerosas actividades industriais, uma perspectiva

internacional pode auxiliar na identificação dos sítios e

dos tipos de sítios de importância mundial.


vi. Os critérios de avaliação de instalações industriais

devem ser definidos e publicados a fim de que o público

possa tomar conhecimento de normas racionais e

coerentes. Com base numa investigação apropriada,

estes critérios devem ser utilizados para identificar os

mais significativos vestígios de paisagens, complexos

industriais, sítios, tipologias de implantação, edifícios,


estruturas, máquinas e processos industriais mais

significativos.


vii. Os sítios e estruturas de reconhecida importância

patrimonial devem ser protegidos por medidas legais

suficientemente sólidas para assegurarem a sua

conservação. A Lista do Património Mundial da UNESCO

deverá prestar o legítimo reconhecimento ao enorme

impacto que a industrialização teve na cultura da

Humanidade.


viii. Deve ser definido o valor dos sítios mais significativos

assim como estabelecidas directivas para futuras

intervenções. Devem ser postas em prática medidas

legais, administrativas e financeiras, necessárias para

conservar a sua autenticidade.


ix. Os sítios ameaçados devem ser identificados a fim de

que possam ser tomadas as medidas apropriadas para

reduzir esse risco e facilitar eventuais projectos de

restauro e de reutilização.


x. A cooperação internacional constitui uma perspectiva

particularmente favorável para a conservação do

património industrial, nomeadamente através de

iniciativas coordenadas e partilha de recursos. Devem

ser elaborados critérios compatíveis para compilar

inventários e bases de dados internacionais.


4. Protecção legal


i. O património industrial deve ser considerado como uma

parte integrante do património cultural em geral.

Contudo, a sua protecção legal deve ter em

consideração a sua natureza específica. Ela deve ser

capaz de proteger as fábricas e as suas máquinas, os

seus elementos subterrâneos e as suas estruturas no

solo, os complexos e os conjuntos de edifícios, assim

como as paisagens industriais. As áreas de resíduos

industriais, assim como as ruínas, devem ser

protegidas, tanto pelo seu potencial arqueológico como

pelo seu valor ecológico.


ii. Programas para a conservação do património industrial

devem ser integrados nas politicas económicas de

desenvolvimento assim como na planificação regional e

nacional.


iii. Os sítios mais importantes devem ser integralmente

protegidos e não deve ser autorizada nenhuma

intervenção que comprometa a sua integridade histórica

ou a autenticidade da sua construção. A adaptação

coerente, assim como a reutilização, podem constituir

formas apropriadas e económicas de assegurar a

sobrevivência de edifícios industriais, e devem ser

encorajadas mediante controles legais apropriados,

conselhos técnicos, subvenções e incentivos fiscais.


iv. As comunidades industriais que estão ameaçadas por

rápidas mudanças estruturais devem ser apoiadas pelas

autoridades locais e governamentais. Devem ser

previstas potenciais ameaças ao património industrial

decorrentes destas mudanças, e preparar planos para

evitar o recurso a medidas de emergência.


v. Devem ser estabelecidos procedimentos para responder

rapidamente ao encerramento de sítios industriais

importantes, a fim de prevenir a remoção ou a

destruição dos seus elementos significativos. Em caso

necessário, as autoridades competentes devem dispor

de poderes legais para intervir quando for necessário, a

fim de protegerem sítios ameaçados.


vi. Os governos devem dispor de organismos de consulta

especializados que possam proporcionar pareceres

independentes sobre as questões relativas à protecção

e conservação do património industrial, os quais devem

ser consultados em todos os casos importantes.


vii. Devem ser desenvolvidos todos os esforços para

assegurar a consulta e a participação das comunidades

locais na protecção e conservação do seu património

industrial.


viii. As associações e os grupos de voluntários

desempenham um papel importante na inventariação


dos sítios, promovendo a participação pública na sua

conservação, difundindo a informação e a investigação,

e como tal constituem parceiros indispensáveis no

domínio do património industrial.


5. Manutenção e conservação


i. A conservação do património industrial depende da

preservação da sua integridade funcional, e as

intervenções realizadas num sítio industrial devem,

tanto quanto possível, visar a manutenção desta

integridade. O valor e a autenticidade de um sítio

industrial podem ser fortemente reduzidos se a

maquinaria ou componentes essenciais forem retirados,

ou se os elementos secundários que fazem parte do

conjunto forem destruídos.


ii. A conservação dos sítios industriais requer um

conhecimento profundo do objectivo ou objectivos para

os quais foram construídos, assim como dos diferentes

processos industriais que se puderam ali desenvolver.

Estes podem ter mudado com o tempo, mas todas as

antigas utilizações devem ser investigadas e avaliadas.


iii. A conservação in situ deve considerar-se sempre como

prioritária. O desmantelamento e a deslocação de um

edifício ou de uma estrutura só serão aceitáveis se a


sua destruição for exigida por imperiosas necessidades

sociais ou económicas.


iv. A adaptação de um sítio industrial a uma nova

utilização como forma de se assegurar a sua

conservação é em geral aceitável salvo no caso de sítios

com uma particular importância histórica. As novas

utilizações devem respeitar o material específico e os

esquemas originais de circulação e de produção, sendo

tanto quanto possível compatíveis com a sua anterior

utilização. É recomendável uma adaptação que evoque

a sua antiga actividade.


v. Adaptar e continuar a utilizar edifícios industriais evita o

desperdício de energia e contribui para o

desenvolvimento económico sustentado. O património

industrial pode desempenhar um papel importante na

regeneração económica de regiões deprimidas ou em

declínio. A continuidade que esta reutilização implica

pode proporcionar um equilíbrio psicológico às

comunidades confrontadas com a perda súbita de uma

fonte de trabalho de muitos anos.


vi. As intervenções realizadas nos sítios industriais devem

ser reversíveis e provocar um impacto mínimo. Todas

as alterações inevitáveis devem ser registadas e os

elementos significativos que se eliminem devem ser

inventariados e armazenados num local seguro.

Numerosos processos industriais conferem um cunho


específico que impregna o sítio e do qual resulta todo o

seu interesse.


vii. A reconstrução, ou o retorno a um estado

anteriormente conhecido, deverá ser considerada como

uma intervenção excepcional que só será apropriada se

contribuir para o reforço da integridade do sítio no seu

conjunto, ou no caso da destruição violenta de um sítio

importante.


viii. Os conhecimentos que envolvem numerosos processos

industriais, antigos ou obsoletos, constituem fontes de

importância capital cuja perda poderá ser insubstituível.

Devem ser cuidadosamente registados e transmitidos

às novas gerações.


ix. Deve promover-se a preservação de registos

documentais, arquivos empresariais, plantas de

edifícios, assim como exemplares de produtos

industriais.


6. Educação e formação


i. Uma formação profissional especializada, abordando os

aspectos metodológicos, teóricos e históricos do

património industrial deve ser ministrada no ensino

técnico e universitário.


ii. Devem ser elaborados materiais pedagógicos

específicos abordando o passado industrial e o seu

património para os alunos dos níveis primário e

secundário.


7. Apresentação e interpretação


i. O interesse e a dedicação do público pelo património

industrial e a apreciação do seu valor constituem os

meios mais seguros para assegurar a sua preservação.

As autoridades públicas devem explicar activamente o

significado e o valor dos sítios industriais através de

publicações, exposições, programas de televisão,

Internet e outros meios de comunicação,

proporcionando o acesso permanente aos sítios

importantes e promovendo o turismo nas regiões

industriais.


ii. Os museus industriais e técnicos, assim como os sítios

industriais preservados, constituem meios importantes

de protecção e interpretação do património industrial.


iii. Os itinerários regionais e internacionais do património

industrial podem esclarecer as contínuas transferências

de tecnologia industrial e o movimento em larga escala

das pessoas que as mesmas podem ter provocado,

promovendo um afluxo do público interessado em


conhecer uma nova perspectiva do património

industrial.


Nizhny Tagil, 17 de Julho de 2003


[Tradução da responsabilidade da APPI – Associação Portuguesa para

o Património Industrial.]

Le Viaduc de Garabite

O que tem em comum com a Ponte Maria Pia, na cidade do porto?



(Terpereau, Alphonse (1839-1897) Photographe - In Gallica.bnf.fr)

Descubra, na história e no vídeo que lhe damos a conhecer👇

Le Viaduc de Garabit (Ruynes en Margeride et Val d'Arcomie) 

 Alexandre Gustave Eiffel - O Património Industrial desconhecido deste ilustre Engenheiro.

O vídeo que partilhamos, da France TV, é um pequeno esboço de uma Obra colossal criada por Eiffel, espalhada por alguns cantos do Mundo.



(Gustave, Alexandre Eiffel (1832-1923 - In Gallica.bnf.fr )


L´héritage méconnu de Gustave Eiffel 👈

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Fives, la révolution industrielle permanente

Fives Lille | CEISE Br
Aqui pode ler a impressionante história da Fives Group. In Les Echos


 A fábrica de Locomotivas da empresa Fives-Lille (França)

History - Fives in Sugar | Bioenergy

   Esta, foi desde a sua fundação no século XIX, uma empresa que vingou até aos nossos dias; tendo diversificado as suas áreas de atuação no mercado, não só francês, mas internacional. Trata-se de uma empresa nascida sob a égide do (Bloqueio Continental) imposto por Napoleão, e que fez emergir na falta de açúcar das Américas a necessidade de extrair o mesmo das beterrabas. Assim, na Era do Vapor, nasceu uma das mais impressionantes histórias da indústria francesa. Aqui vos deixo um vídeo muito interessante acerca do fabrico de locomotivas, bem como o link da empresa na atualidade.


A fábrica de Fives-Lille

Fives Group

 Linha do Minho

Linha do Minho – Modernização do Troço Nine-Valença Fronteira (2.ª Fase) |  Infraestruturas de Portugal

(Infraestruturas de Portugal)

   Filme realizado no século passado, em 1995, a terminar em Valença do Minho. Neste vídeo podemos verificar um conjunto infindo de mudanças ao longo desse percurso. 


Linha do Minho (1995)

 

Ramal Ferroviário Valença do Minho a Monção (1915-1989)


   Os Comboios iam até Monção, através do extinto Ramal, parte integrante da Linha do Minho. Atualmente o seu traçado é uma das mais belas Ecopistas da Europa e do Mundo - A Ecopista do rio Minho, criada em 2004. Trata-se de um crime a extinção dos Comboios nessa região num tempo que exige um novo paradigma de locomoção, a bem do futuro do Planeta e, de nós mesmos!


Vídeo realizado nos tempos findos desse transporte fecundo na região de Monção

     The Iron-Bridge of Coalbrookdale





  • Subsídios para a memória do património industrial

   A primeira ponte de ferro construída no mundo, denominada em inglês “The Iron-Bridge” foi erguida num desfiladeiro, para travessia do rio Svern, próximo de Coalbrookdale, em Shropshire na Inglaterra. A ponte é um Monumento inglês, classificada em 1986 como Património Mundial pela UNESCO. A ponte de ferro é de facto uma Obra de Arte, que marca a ignição de uma Nova Era: A Revolução Industrial.

A imagem, adaptada, publicada no “The Telegraph”, ilustra a beleza ímpar da Iron-Bridge, que se constitui por um arco belíssimo que se conjuga brilhantemente com os suportes. A infraestrutura tem cerca de trinta metros de comprimento, cinquenta e dois metros de altura, e dezoito de largura. Na sua construção foram empregues várias centenas de toneladas de ferro fundido (cerca de quatrocentas). O que faz deste Monumento Mundial um ícone é precisamente o seu pioneirismo, remetendo-nos para 1709, quando Abraham Darby se apercebeu que o carvão de Coalbrookdale poderia ser utilizado para fundir ferro. A sua viabilidade económica permitiu avançar para a produção em massa de ferro-fundido, o que acabaria por despoletar a ignição daquela que ficou conhecida como “Revolução Industrial” inglesa. Em 1773, o arquiteto de ShrewsburyThomas Pritchard, teve uma ideia atrevida: Capitalizando os conhecimentos de engenharia com as novas técnicas de fundição de ferro, propôs aquela que seria a primeira ponte de ferro do mundo. A mesma haveria de ser fundida e construída pelo neto de Abraham DarbyAbraham Darby III. Tratando-se de uma ponte forte e durável, cuja missão seria apoiar o transporte de mercadorias através do rio Svern, reduzindo o trânsito de barcaças. Em 1777, os projetos de Pritchard para uma ponte de vão único de trinta metros (cem pés) foram aprovados pelo Parlamento inglês. A edificação da ponte começou nesse mesmo ano, mas, por infortúnio, o génio que a desenhou finou-se passado um mês do arranque dos trabalhos. Porém, entre 1777 e 1779, as obras continuaram, após Abraham Darby III aceitar dar bom porto ao projeto, e todo o ferro ser fundido na fornalha de Coalbrookdale. Em 1781, a um de janeiro, a ponte foi aberta ao tráfego, tornando-se de imediato num local procurado pelos turistas ingleses e estrangeiros. A sua escala e engenhosidade atraiu escritores, poetas, pintores e outros artistas que nela encontraram o expoente máximo da arquitetura – inserida num local predestinado ao deleite e à imaginação. O peso colossal da ponte permitiu aguentar grandes cheias no rio, mantendo a passagem. Contudo, em 1795, os pilares causaram danos na estrutura de ferro, abrindo fissuras, motivadas pela inconstância das margens, que os fizeram mover. Entre 1795 e 1821, houve a necessidade de reforçar os pilares da ponte. O pilar do lado sul foi modificado várias vezes e, porventura, substituído – inicialmente por dois arcos de madeira, e depois por arcos de ferro-fundido. Em 1934, após cento e cinquenta anos ao serviço, a ponte foi definitivamente encerrada ao tráfego rodoviário e designada como “Monumento Antigo”. Em 1973, uma haste de betão armado foi inserida na margem do rio para apoiar os dois encontros, neutralizando desse modo a tendência dos lados da garganta de empurrar para dentro. Em 1997, um pequeno esboço em aguarela realizado por um artista, de seu nome “Elias Martin”, deu à tona em Estocolmo, lançando por fim luz sobre um velho mistério: A forma como a ponte havia sido construída. Na viragem do século XX para o século XXI – 1999-2000 – a ponte foi alvo de um grande programa de conservação e pesquisa. As entidades “English Heritage” e o “Ironbridge Gorge Museums Trust”, realizaram um levantamento arqueológico exaustivo, o que permitiu obter informação detalhada acerca da natureza da ponte e seu desempenho. Entretanto, em 2017, o de “English Heritage” deu corpo ao maior trabalho de reparação, conservação e repintura da ponte, restituindo-lhe a sua cor primitiva. Os trabalhos foram dados por concluídos em 2018. Atualmente, a ponte é utilizada para passagem de peões, apesar de o seu arco ter sofrido um ligeiro abatimento. A Obra de Arte, marco indissociável da Revolução Industrial, é um dos mais icónicos monumentos construídos em ferro. É, portanto, a marca indelével da génese do Património Industrial, que encontra em muitas infraestruturas em ferro como pontes, fábricas, gares, e outros, dos mais belos Monumentos em simbiose com a natureza que os sustem. No distrito de Viana do Castelo a Ponte Eiffel sobre o Lima é talvez o Monumento mais expressivo do património industrial da região. Há outras infraestruturas também elas valiosíssimas, como a Ponte Ferroviária sobre o Coura, em Caminha, da empresa Fives-Lille, ou a extinta Ponte Ferroviária sobre o Âncora, também ela da prestigiada Casa Eiffel e, para terminar, não poderíamos deixar de lembrar a majestosa Obra de Arte do engenheiro espanhol, Pelayo Mancebo Ágreda – a Ponte Internacional Valença – Tui – essa que nos liga à Europa!

(Rui Maia - 07-12-2020 - In Semanário Alto Minho online)


Iron-Bridge


 Valença - Ponte Internacional sobre o rio Minho (Revista Branco & Negro , janeiro de 1898)