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sábado, 24 de abril de 2021

 Viaduto Ferroviário de Durrães (Ponte Seca) - Barcelos

(1878)

   A Ponte Seca foi em 1908 congratulada com a passagem e paragem do Comboio Real - que no dia 17 de novembro de 1908 transportava o Monarca - D. Manuel II, que de tão belo monumento em cantaria vislumbrou a paisagem da aldeia, e o seu povo em euforia. Leia a história sobre a efeméride 👉 O dia em que o Comboio Real parou sobre a Ponte Seca


   A Ponte Seca destaca-se pelos seus 22 metros de altura, e 255 metros de comprimento, composta por 16 arcos de volta redonda em cantaria, todos eles iguais, alcançando cada um 8 metros de vão. Quanto à sua construção, e outros factos que lhe estão associados, a informação parece escassear - porém, a construção da Obra de Arte parece ter durado três anos - a mão de obra implicada é desconhecida - bem como a data taxativa da sua inauguração.


(Autor: Rui Maia 24-04-2021)


 Apeadeiro do Caminho de Ferro de Durrães - Barcelos

(1878)

   O Apeadeiro de Durrães é uma pequena infraestrutura, de rés-do-chão, com telhado de duas águas - possuiu quatro portas, duas defronte para a Linha do Minho, e outras duas nas traseiras. Nas paredes laterais, em cada uma delas, surgem duas janelas. Quer as janelas, quer as portas, são em madeira. Encontra-se encerrado, e ao que parece, em absoluto abandono - merece que lhe seja dada outra dignidade, própria do importantíssimo papel que desempenhou ao longo de décadas ao serviço das suas comunidades. Este, é um lugar de memória!



(Autor: Rui Maia 24-04-2021)


sexta-feira, 23 de abril de 2021

 Fábrica de Serração de Mazedo - Monção

   Trata-se de uma velha fábrica de serração, encontrando-se em estado devoluto. Preserva a sua chaminé, bem como parte de algumas infraestruturas que, ao que parece, serviriam para laborar, acondicionar os materiais e, porventura, escritórios. A mesma localiza-se paredes meias com a estrada Nacional 101, sentido Monção - Arcos de Valdevez.



(Autor: Rui Maia 23-04-2021)


quarta-feira, 7 de abril de 2021

 Ponte Ferroviária do rio Gadanha 

(Troporiz - Monção)



(Autor: Rui Maia 06-04-2021)


Ali, amparada pela mãe, natureza verde e esplendorosa, a Ponte se funde com ela, em metamorfose primorosa. As gentes continuam a fazer dela travessia, ainda que sem a magia, das locomotivas nervosas (1915-1990), que em tempos levavam e traziam, essas gentes calorosas. As do Alto Minho, berço da Nacionalidade, nosso cantinho... 

A água brota por entre arbustos, furiosa como a gravidade que a incita, acima do celeste verde, a Ponte do Gadanha, como que suspensa, gravita! 

Ali, naquele termo de um rio, alimento de muito engenho, se mistura com o "Pai Minho", em fronteira que foi inferno. É pequena, forte e teimosa, a Ponte, que leva gentes, por essa terra briosa. 

O Minho, encorpado, pelo leito do Gadanha, que lhe acrescenta, nele se entranha. Ininterruptamente, cresce mais esse bocado, se dirige a ele, num ziguezaguear danado. 

Juntos, de mãos dadas, desaguam em Caminha, nesse mar de espadas. Oceano de atrevidos, ousaram as Américas, as Índias,  e outros lugares perdidos.  

Os Deuses sussurraram, nos ouvidos dos mortais, imprimindo-lhes esperança, desejando sempre mais.

(Rui Maia 07-04-2021) 

 Valença - Ponte Internacional sobre o rio Minho (Revista Branco & Negro , janeiro de 1898)