(In: Boletim da CP, n.º 283, janeiro 1953)
Património ferroviário abandonado em Afife
Na freguesia de Afife, concelho de Viana do Castelo, encontra-se em absoluto estado de abandono uma parte do nosso património ferroviário. O mesmo vislumbra-se ao k. 91.083 da Linha do Minho.
O edifício encontra-se degradado, repleto de entulho, de portas escancaradas, deveras maltratado.
Os comboios chegaram a esta região em 1878, altura essa em que as suas comunidades conheceram o verdadeiro progresso.
Esperemos que a IP - Infraestruturas de Portugal, reabilite o edifício e lhe atribua uma nova missão, ou, que em última análise, passe a propriedade do imóvel para a autarquia local, a fim de que este possa ser utilizado para outros fins, sobretudo culturais. Não se pode aceitar de ânimo leve que o nosso património ferroviário seja tratado com tanto desprezo, em particular, quando este serviu de amparo ao desenvolvimento da Nação.
A infraestrutura encontra-se paralela à Estrada Pedro Homem de Mello (pela frente) e o Caminho de S. Roque (pela retaguarda).
Ponte Eiffel do rio Âncora
(01-07-1878)
Cerâmica Rosa
Alvarães - Viana do Castelo
A velha fábrica de telhas e tijolos - Cerâmica Rosa - localiza-se na freguesia de Alvarães, concelho de Viana do Castelo, em local que ocupa parte de um importante Couto Mineiro. Após cerca de duas décadas de abandono, está finalmente a ser reabilitada e valorizada pela empresa vianense - Metaloviana - que adquiriu todo aquele vasto património. Um bem-haja a essa gente iluminada que tão bem está a empregar o seu dinheiro na preservação desse belíssimo exemplar do nosso património industrial. A fábrica de Cerâmica Rosa foi ao longo de décadas um dos grandes motores da economia local e, por essa via, sustento de imensas famílias. As suas paredes, que começam agora a irradiar memórias, são um livro tão rico em identidade à espera de ser folheado. A bela fabrica será uma âncora entre o passado, o presente e o futuro. Os diversos edifícios que compõem o enorme complexo fabril demonstram de forma cabal o seu peso como motor económico de outrora, e que agora parece ressuscitar das cinzas como a Fénix, colocando-se de novo ao serviço do progresso da nossa pátria e de todo o porvir.
"Um investimento privado de sete milhões de euros quer guardar a história de uma antiga fábrica de cerâmica em Viana do Castelo e transformar o complexo industrial em centro de artes, ofícios e negócios amigos do ambiente" (In: Cerâmica Rosa - O Minho)
Valença - Ponte Internacional sobre o rio Minho (Revista Branco & Negro , janeiro de 1898)