A Fábrica de Guarda-Chuvas de José Lopes Martins
(Ponte de Lima)
Apresentação pública da Revista Estudos Regionais
A Azenha de Estorãos (Ponte de Lima)
A Azenha que se traz a lume é a Azenha que se localiza no rio Estorãos (afluente do rio Lima) na freguesia com o mesmo nome, no concelho de Ponte de Lima. A Azenha encaixa num cenário verdadeiramente surreal, de tão belo, bucólico, idílico - quase sobrenatural. A Ponte Romano-Medieval é contemplada com um Cruzeiro, na sua parte central e, ao sair da Ponte para a margem Sul, surge outro Cruzeiro, mesmo às portas do acesso para a Azenha, que hoje funciona com fins turísticos. A Azenha ainda conserva a sua belíssima roda, outrora alimentada pela corrente do rio, que propositadamente era guiada pelo Canal de granito. Outros tempos, outro paradigma - porém, hoje mais que nunca, urge evocar estes locais, tão ricos, ricos em tudo, soberbos, murmurando as estórias e a História da pátria amada.
O rio que corre, leva sua pureza até ao mar,
nos refresca pelo Verão, nos alimenta pelo luar.
Da farinha que transforma, do milho, e a bigorna,
do ferreiro que a fez roda, na Era que não torna.
(Rui Maia)
Lusitana Ictori / "Pinta Amarela"
(1927)
Uma das mais importantes fábricas de calçado de borracha do Alto Minho, localizada em Valença do Minho, a escassos metros da Fortaleza e da Estação Ferroviária, encontra-se em absoluto estado de abandono. Fundada em 1927, por José González Garcia, um cidadão de Tui, na vizinha Galiza, marcou de forma indelével toda a região, não só como empregadora, mas, também, como icon do progresso industrial de então, fabricando produtos de borracha - como calçado - produtos destinados ao setor das pescas - ao setor automóvel e outros.
Chaminé da afamada fábrica de calçado "Pinta Amarela"
Valença do Minho
Valença - Ponte Internacional sobre o rio Minho (Revista Branco & Negro , janeiro de 1898)